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segunda-feira, 18 de maio de 2026

A Divindade de Yeshua na Peshitta Siríaca

Em construção... 

A Divindade de Jesus


A Divindade de Yeshua (Jesus) na Peshitta Siríaca: 15 Passagens que Revelam o Messias como Deus

A Palavra “Peshitta“ (Siríaco clássico: ܦܫܝܼܛܬܵܐ [Pshīṭta - no dialeto oriental]) ou ܦܫܺܝܛܬܳܐ [Pshīṭtō - no dialeto ocidental]). O nome é derivado do siríaco mappaqtâ pshîṭtâ (ܡܦܩܬܐ ܦܫܝܛܬܐ), significando literalmente "a versão simples" ou "comum". É a versão padrão da Bíblia para as igrejas cristãs do Oriente Médio da tradição de língua siríaca (ܠܫܢܐ ܣܘܪܝܝܐ - "L'shana Suryaya"), e é uma das traduções mais antigas utilizadas até hoje. 


INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, tem crescido o número de pessoas que passaram a divulgar a ideia de que a Peshitta siríaca não testemunha da divindade do Messias, ou mesmo que a tradição aramaica estaria distante da cristologia elevada encontrada no texto grego do Novo Testamento. Em alguns círculos, chega-se a afirmar que o aramaico preservaria uma visão “mais judaica” e menos divina acerca de Yeshua.

Contudo, uma análise honesta do texto da Peshitta mostra exatamente o contrário. Tanto no Tanakh siríaco quanto no Novo Testamento siríaco, encontram-se diversas passagens em que o Messias recebe títulos, atributos, honra, prerrogativas e linguagem que, nas Escrituras, pertencem propriamente ao próprio Deus.

O objetivo desta série é apresentar 15 passagens bíblicas da Peshitta, começando pelo Tanakh e depois pelo Novo Testamento, nas quais o texto siríaco testemunha de maneira clara acerca da natureza divina do Messias. Em cada exemplo serão apresentados: o texto da Peshitta no original siríaco, sua transcrição em caracteres hebraicos, transliteração e tradução comentada.

O propósito deste estudo não é forçar interpretações teológicas sobre o texto, mas permitir que a própria Peshitta fale por si mesma. E o testemunho do texto, como veremos, é mais forte do que muitos imaginam.
  

Tanakh Peshitta 

 


1) ܐܸܫܲܥܝܵܐ (ᵓIshaᶜyā) Isaías 9:6

ܡܸܛܠ ܕܝܲܠܕܵܐ ܐܸܬ̣̱ܝܼܠܸܕ݂ ܠܲܢ:
ܘܲܒ̣ܪܵܐ ܐܸܬ̣̱ܝܼܗܸܒ̣ ܠܲܢ. ܘܲܗܘ̤ܵܐ
ܫܘܼܠܛܵܢܹܗ ܥܲܠ ܟܲܬ̣ܦܹܗ. ܘܐܸܬ̣ܩ̄ܪܝܼ
ܫܡܹܗ ܕܘܼܡܵܪܵܐ ܘܡܵܠܘܿܟ݂ܵܐ: ܐܲܠܵܗܵܐ
 ܓܲܢ̄ܒܵܪܵܐ ܕܥܵܠܡܹ̈ܐ: ܫܲܠܝܼܛܵܐ ܕܲܫܠܵܡܵܐ܀ (Isaías 9:6)

  

Mesmo texto em letras hebraico-assírias quadradas:

  
מִטֻל דּיָלדָּא אִתִילִד לַן,
וַברָא אִתִיהִב לַן, וַהוָא
שֻׁולטָנֵה עַל כַּתפֵּה וֵאתקרִי
שׁמֵה דֻּומָרָא ומָלוכָּא אַלָהָא
גַּנבָּרָא דּעָלמָא שַׁלִיטָא דַּשׁלָמָא
   

Transliteração:

  
Miṭul d'yāldāᵓ ᵓithīlid lan; 
wavrāᵓ ᵓithīhiv lan; wahuāᵓ 
shulṭāneh ᶜal katpeh wiᵓthqri 
sh'meh: dūmārāᵓ w'mālōkāᵓ ᵓĂlāhāᵓ
ga'bārāᵓ dᶜālmāᵓ shaliṭāᵓ da'shlāmāᵓ.

  

Tradução:

“Porque um menino nasceu para nós, um filho se deu a nós; e o domínio está sobre os seus ombros; e chamará seu nome: o Maravilhoso e o Conselheiro, o Deus Poderoso da Eternidade, o Príncipe da Paz.” 

  

A Peshitta siríaca testemunha claramente da divindade do Messias ao chamá-lo de ܐܲܠܵܗܵܐ ܓܲܢ̄ܒܵܪܵܐ (Alāhā ganbārāᵓ), isto é, “Deus Poderoso”. Este não é um título comum ou honorífico, pois em Isaías 10:21 o mesmo título é Z lo usado para o próprio Senhor Deus. O Filho prometido participa, portanto, da linguagem e identidade Divinas. 

Um fato que poucos estudiosos comentam, principalmente na língua portuguesa, é que a interpretação messiânica desse texto de Isaías 9:6 entre os judeus, é muito antiga. A opinião acadêmica mais comum é que o núcleo da tradição targúmica dos Profetas, onde inclui o Livro do Profeta Isaías, é muito antigo (pré-cristão ou do século I), mas a redação/fixação do Targum de Yonathan em sua forma conhecida ocorreu provavelmente entre os séculos II–IV d.C., especialmente em ambiente babilônico. (conf.: https://pt.wikipedia.org/wiki/Targum_Jonatã )

     

Assim está o texto de Isaías 9.6 em aramaico targúmico:
  
אֲמַר נְבִיָא לְבֵית דָוִד אֲרֵי רָבֵי
אִיתְיְלִיד לָנָא בַּר אִתְיְהַב לָנָא
וְקַבֵל אוֹרַיְתָא עֲלוֹהִי לְמַטְרָהּ
וְאִתְקְרֵי שְׁמֵיהּ מִן קֳדָם מַפְלִיא
עֵצָה אֱלָהָא גִבָּרָא קַיָם
לְעַלְמַיָא מְשִׁיחָא דִשְׁלָמָא יַסְגֵי
עֲלָנָא בְּיוֹמוֹהִי :

Transliteração:

ᵓAmar nᵉviyāᵓ l'veit Dāvid; ᵓarē ravē
ᵓithyᵉlid lanā, bar ᵓithyᵉhav lanā;
w'qabbēl orāythā ᶜalōhi l'maṭrāh;
w'ithqᵉrē shᵉmeh min qodām: Mafliᵓ
ᶜEtsāh, ᵓAlāhā Gibbārā, Qayyām
l'ᶜālmāyā, Mᵉshīḥā d'shlāmā, yasgē
ᶜalānā b'yōmōhi.
  

:Tradução 

“Disse o profeta à casa de Davi: Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; e recebeu a Lei sobre ele para guardá-la; e chamou-se o seu nome desde desde antes: Maravilhoso de conselho, Deus Poderoso, Permanente para os séculos, o Messias da Paz; multiplicar-se-á sobre nós nos seus dias.”




2) ܐܸܫܲܥܝܵܐ (ᵓIshaᶜyā) Isaías 7:14 

  

ܡܸܛܠ ܗܵܢܵܐ ܢܸܬܸ̇ܠ ܠܟ݂ܘܿܢ ܡܵܪܝܵܐ
ܐܲܠܵܗܵܐ ܐܵܬ̤ܵܐ: ܗܵܐ ܒܬ̣ܘܼܠܬܵܐ
ܒܵܛܢܵܐ ܘܝܵܠܕܵܐ ܒܪܵܐ: ܘܢܸܬ̣ܩܪܸܐ:
ܫܡܹܗ ܥܲܡܲܢܘܼܐܹܝܠ܀
(Isaías 7:14)

Mesmo texto em letras hebraico-assírias quadradas: 

  
מִטֻל הָנָא נִתִּל לכוׄן מָריָא
אַלָהָא אָתָא הָא בּתֻולתָּא
בַּטנָא ויָלדָּא בּרָא ונִתקרִא
: שׁמֵה עַמַנֻואיִל

 Transliteração:

  
Miṭul hānā nitil l'khōn Mār-Yāᵓ
ᵓĂlāhāᵓ ᵓāthāᵓ: hāᵓ b'thūltāᵓ
baṭnāᵓ w'yāldāᵓ b'rāᵓ w'nithqriᵓ
sh'mēh ᶜAmanūᵓīl.


“Portanto, o mesmo Senhor Yah Deus vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará seu nome Emanuel.” 

A Peshitta siríaca não apresenta o Emanuel apenas como um símbolo religioso ou título honorífico. O próprio texto constrói deliberadamente a ligação entre Mār-Yāᵓ ᵓĂlāhāᵓ (“Senhor Yah Deus”), que concede o sinal, e o menino chamado ᶜAmanūᵓīl (“Deus conosco”), sugerindo uma presença divina manifesta entre os homens.

  

Novo Testamento Peshitta

  

3) ܡܲܬ݁ܲܝ (Mattay) Mateus 1:23 

 
 ܕ݁ܗܵܐ ܒ݁ܬ݂ܘܿܠܬ݁ܵܐ ܬܸ݁ܒ݂ܛܲܢ ܘܬ݂ܹܐܠܲܕ݂
ܒ݁ܪܵܐ ܘܢܸܩܪܘܿܢ ܫܡܹܗ ܥܲܡܲܢܘܿܐܝܼܠ
ܕ݁ܡܸܬ݁ܬ݁ܲܪܓ݁ܲܡ ܥܲܡܲܢ ܐܲܠܵܗܲܢ ܀ (Mateus 1:23)
   

Mesmo texto em letras hebraico-assírias quadradas: 

דּהָא בּתֻולתָּא תּׅבטַן ותֵּאלַד
בּרָא֑ ונִקרוׄן שׁמֵה עַמַנואֵיל
דּמִתּתַּרגַּם עַמַן אַלָהַן ׃
Transliteração:

D'hā’ b'thūltā’ tiṿṭan w'thēᵓladh 
b'rā w'niqrōn sh'mēh ᶜAmanōᵓil d'mittargam ᶜaman ᵓĂlāhan .

Tradução:

“Eis que a virgem conceberá e gerará 
o filho, e chamarão seu nome Emanuel;
que é interpretado: Nosso Deus Conosco.” 

 

4) ܝܘܿܚܲܢܵܢ (Yūḥḥanān) João 1:1
   
ܒ݁ܪܹܫܝܼܬ݂ ܐܝܼܬ݂ܲܘܗ݈ܝ ܗ݈ܘܵܐ ܡܸܠܬ݂ܵܐ
ܘܗܘܿ ܡܸܠܬ݂ܵܐ ܐܝܼܬ݂ܲܘܗ݈ܝ ܗ݈ܘܵܐ ܠܘܵܬ݂
ܐܲܠܵܗܵܐ ܘܲܐܠܵܗܵܐ ܐܝܼܬ݂ܲܘܗ݈ܝ
ܗ݈ܘܵܐ ܗܘܿ ܡܸܠܬ݂ܵܐ
(João 1:1)
Mesmo texto em letras hebraico-assírias quadradas: 

בּרָשִׁית אִיתַוהי הוָא מִלתָא
והֻו מִלתָא אִיתַוהי הוָא לוָת
אַלָהָא וַאלָהָא אִיתַוהי
הוָא הוֺ מִלתָא׃
Transliteração:

B'rashīth ᵓīthaw'' hwāᵓ Milthāᵓ,
w'hū Milthāᵓ ᵓīthaw'' hwā l'wāth ᵓĂlāhāᵓ, wᵓĂlāhāᵓ ᵓīthaw'' 
hwāᵓ hū Milthāᵓ.





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34 — Memra/Davar nos Targuns Aramaicos — Parte 2
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35 — Memra/Davar nos Targuns Aramaicos — Parte 3
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36 — Casamento: Instituição Divina (Ideologia de Gênesis)
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39 — E todos os anjos de Deus o adorem
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40 — O Grande Deus e Salvador Jesus Cristo
https://cacerege.blogspot.com/2024/08/o-grande-deus-e-salvador-jesus-cristo.html

41 — Os Gigantes da Antiguidade
https://cacerege.blogspot.com/2024/09/os-gigantes-da-antiguidade.html

42 — A Síndrome da Serpente — Parte 1
https://cacerege.blogspot.com/2024/09/a-sindrome-da-serpente.html

43 — A Síndrome da Serpente — Parte 2
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/a-sindrome-da-serpente-2.html

44 — Textos Bíblicos Alterados — Deuteronômio 32:43
https://cacerege.blogspot.com/2025/04/textos-biblicos-alterados-hebreus-16.html

45 — Hebreus 1:6 e as falsas Testemunhas de Jeová (IA)
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/hebreus-16-e-as-falsas-testemunhas-de.html

46 — O Batismo Trinitário de Mateus 28:19
https://cacerege.blogspot.com/2025/06/o-batismo-trinitario-de-mateus-2819.html

47 — O Nome JESUS nos Idiomas Bíblicos
https://cacerege.blogspot.com/2025/06/o-nome-jesus-nos-idiomas-biblicos.html

48 — O Nome JESUS e os neojudaizantes
https://cacerege.blogspot.com/2025/06/o-nome-jesus-e-os-neojudaizantes.html

49 — A Verdadeira Origem da Árvore de Natal
https://cacerege.blogspot.com/2025/12/a-verdadeira-origem-da-arvore-de-natal.html

50 — Batismo: Mergulho ou Aspersão? — Parte 1 (Debate com o ChatGPT)
https://cacerege.blogspot.com/2026/02/debate-com-o-chatgpt-batismo-mergulho.html

51 — Batismo: Mergulho ou Aspersão? — Parte 2 (Debate com o ChatGPT)
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/debate-com-o-chatgpt-batismo-mergulho.html

52 — Batismo: Mergulho ou Aspersão? — Parte 3 (Debate com o ChatGPT)
https://cacerege.blogspot.com/2026/03/debate-com-o-chatgpt-batismo-mergulho_2.html

53 — Batismo: Mergulho ou Aspersão? — Parte 4 (Batismo Infantil) - ChatGPT 
https://cacerege.blogspot.com/2026/03/debate-com-o-chatgpt-batismo-mergulho_5.html

54 — O Tetragrama YHWH e sua relação com o siríaco Mar-Yah
https://cacerege.blogspot.com/2026/03/o-tetragrama-yhwh-e-o-siriaco-mar-yah.html

55 — O Lógos/Memra — A Palavra de Deus no Antigo Testamento
https://cacerege.blogspot.com/2026/03/o-logos-palavra-de-deus-no-antigo.html

56 — Nəshāmāh — O Sopro Divino da Vida no Hebraico Bíblico
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/nshamah-o-sopro-divino-da-vida-no.html

57 — Jesus teve origem na antiguidade?
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/jesus-nao-teve-origem-na-antiguidade.html

58 — O Dilúvio Universal confirmado em diversas culturas (IA)
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/o-diluvio-universal-confirmado-em.html

59 — Por que Jeorão morreu e não deixou saudades? (IA)
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/por-que-jeorao-morreu-e-nao-deixou.html

60 — A Bíblia Fala de Unicórnios?
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/a-biblia-fala-de-unicornios.html

61 — Tannin: Chacal, Serpente ou Monstro Marinho?
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/tannin-chacal-serpente-ou-monstro.html

62 — Tannin: Chacal, Serpente ou Monstro Marinho? (IA)
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/ia-tannin-chacal-serpente-ou-monstro.html

63 — Leviatã, o Monstro Marinho
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/leviata-o-monstro-marinho.html

64- Satanás na Bíblia: origem, atuação e destino final

65- Resposta a algumas dúvidas sobre Satanás



👉🏼 Outros estudos postadas que não estão nesta lista, a partir do estudo de nº 70:




Obs.: É permitido a cópia para republicações, desde que cite o autor e as respectivas fontes principais e intermediária.



Luís - ܠܘܝܣ- לואיס - 𐤋𐤅𐤀𐤉𐤎 - Ⲗⲟⲩⲓⲥ - Λουίς✍🏼 


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O Aramaico de Jesus Não é o Mesmo da Peshitta

O Aramaico Falado por Jesus Não é o Mesmo da Peshitta


Uma análise histórica e linguística sobre as diferenças entre o aramaico do século I e o siríaco da Peshitta

Hoje em dia, cresce o número de pessoas que passaram a acreditar no falso ensino de que o Novo Testamento não foi escrito originalmente em grego, mas em aramaico, e que a Peshitta*, escrita em aramaico-siríaco, preservaria a forma original do Novo Testamento. Essa defesa é chamada de "Primazia Aramaica" (ou Primazia da Peshitta). Essa teoria é defendida isoladamente por algumas igrejas orientais (como a Igreja Assíria do Oriente) e por alguns teólogos minoritários, mas carece de respaldo científico.

(*) Peshitta (Siríaco clássico: ܦܫܝܼܛܬܵܐ [Pshīṭta - no dialeto oriental]) ou ܦܫܺܝܛܬܳܐ [Pshīṭtō - no dialeto ocidenta]). O nome é derivado do siríaco mappaqtâ pshîṭtâ (ܡܦܩܬܐ ܦܫܝܛܬܐ), significando literalmente "a versão simples". É a versão padrão da Bíblia para as igrejas da tradição de língua siríaca (ܠܫܢܐ ܣܘܪܝܝܐ - "L'shana Suryaya"). Confira.: https://pt.wikipedia.org/wiki/Peshitta

  

O Grego como Idioma Original do Novo Testamento

  • Língua franca: O grego koiné era o idioma universal do comércio, da cultura e da escrita na bacia do Mediterrâneo durante o Império Romano.
  • Evidência física: Todos os milhares de manuscritos sobreviventes mais antigos do Novo Testamento (como os fragmentos de papiro do século II e III) estão em grego.
  • A Peshitta é uma tradução: Os estudos textuais provam que o Novo Testamento da Peshitta, compilado por volta do século V d.C., é na verdade uma tradução feita a partir de manuscritos gregos anteriores.

  

Além do mais, o aramaico falado pelo Senhor Jesus e por seus contemporâneos não é o mesmo aramaico-siríaco da Peshitta, pois essa própria designação (aramaico-siríaco) revela que este é um dialeto do aramaico que era falado na Síria nos primeiros séculos da era cristã. 

Existe uma diferença linguística e histórica crucial entre o aramaico galileu/judaico do século I — falado na Judeia nos dias de Jesus — e o dialeto siríaco oriental posteriormente empregado na tradição da Peshitta. Infelizmente, essa distinção costuma ser ignorada ou obscurecida em materiais de divulgação popular e em algumas edições comerciais da Bíblia Peshitta.

Eu já tratei desse assunto no meu primeiro estudo postado em meu Blog:

01 — O Novo Testamento NÃO Foi Escrito em Hebraico e/ou Aramaico
http://cacerege.blogspot.com.br/2011/09/o-novo-testamento-nao-foi-escrito-em.html

Uma observação importante: há muitos exemplos concretos de diferenças linguísticas entre o aramaico falado por Jesus e o aramaico-siríaco da Peshitta: vocabulário, ortografia, morfologia e pronúncia, conforme demonstraremos mais abaixo. 

  

A Diferença entre os Dialetos

O aramaico não era uma língua única, mas um conjunto de dialetos que evoluíram em regiões e épocas diferentes: 
  • O Aramaico Galileu (Ocidental): Este foi o dialeto real falado por Jesus, seus discípulos no século I. Era uma variante ocidental da língua, com sotaque e vocabulário próprios da Galileia com diferença de sotaque do aramaico falado na Judeia. Confira em Mateus 26:73.
  • O Aramaico-Siríaco (Aramaico Oriental): Este é o idioma da Peshitta. Ele se desenvolveu séculos depois, na região de Edessa (antiga Mesopotâmia, hoje Turquia/Síria). É uma variante oriental do aramaico que se tornou a língua literária e litúrgica do cristianismo na Ásia a partir dos séculos II e III d.C.

Por que a Peshitta não é o "original" de Jesus?

  1. Geografia e Tempo: O siríaco da Peshitta reflete a cultura e a linguagem do norte da Mesopotâmia de séculos após a crucificação, e não a Jerusalém ou a Galileia do ano 30 d.C.
  2. Base de Tradução: A grande maioria dos historiadores e peritos textuais concorda que o Novo Testamento da Peshitta foi traduzido a partir de manuscritos gregos antigos, e não escrito diretamente a partir do aramaico falado na Judeia.
Portanto, embora a Peshitta seja uma ferramenta histórica fantástica para entender o cristianismo oriental, ela representa uma evolução posterior da língua.
Você estuda a história dos manuscritos bíblicos ou tem interesse específico no aramaico galileu do século I? Se quiser, podemos explorar as poucas frases em aramaico ocidental que foram preservadas diretamente no texto grego dos Evangelhos (como Talitha cumi ou Eloí, Eloí, lamá sabactâni). [6, 7]

Muitas palavras em aramaico no Novo Testamento são traduzidas na Peshitta para o Aramaico-siríaco.
Esse é o argumento definitivo (a chamada "prova fumegante") que os linguistas e historiadores usam para demonstrar que a Peshitta é uma tradução posterior, e não o texto original.
Quando os Evangelhos gregos preservaram as palavras exatas de Jesus no aramaico palestino/galileu do século I, os tradutores da Peshitta (séculos mais tarde) precisaram "traduzir" ou adaptar esses termos para que os leitores de aramaico-siríaco da Mesopotâmia pudessem entender.

Exemplos Práticos dessa "Tradução" dentro da Peshitta

Podemos ver isso claramente em passagens famosas onde o texto grego translitera o dialeto de Jesus, e a Peshitta modifica o termo:
  • "Golgota" (Marcos 15:22):
    • O grego traz Golgotha (baseado no aramaico ocidental Gulgaltā).
    • A Peshitta altera a grafia para a forma siríaca oriental: Gagoultha.
  • "Boanerges" (Marcos 3:17):
    • Jesus chama Tiago e João de Boanerges ("Filhos do Trovão"), refletindo a pronúncia galileia.
    • Na Peshitta, o termo é reformulado para o siríaco clássico como Bnay Regshi.
  • "Cephas" / Cefas (João 1:42):
    • O nome dado a Pedro vem do aramaico ocidental Kēpā (Rocha).
    • Embora a raiz seja idêntica, a Peshitta adapta a pronúncia e a gramática para o padrão do siríaco literário (Keepha).
Se a Peshitta fosse o registro original direto das falas de Jesus na Galileia, ela não precisaria adaptar ou explicar termos aramaicos que já deveriam estar no seu próprio dialeto. Isso prova que os tradutores siríacos estavam lendo o texto em grego e vertendo-o para a sua própria língua nativa.
Vamos analisar como a Peshitta traduziu a famosa frase da cruz ("Eloí, Eloí, lamá sabactâni"

domingo, 17 de maio de 2026

Como as ervas brotaram sem existir o sol?


Como as Ervas Brotaram Sem Existir o Sol? 


Respondendo algumas perguntas de um tal religioso que coloca dúvidas sobre Gênesis 1 e 2 em um grupo do WhatsApp:

🤷🏻‍♂️ Os 6 dias da  criação têm muitos problemas no próprio texto bíblico. Por exemplo:

(1) Gn 1.11-13 fala da criação das árvores, ervas, etc.. Mas, como poderia haver árvores, ervas, sementes, antes do sol? Afinal, não é o sol quem faz a fotossíntese? 


👨🏻‍🏫 Minha resposta:

(1) Como havia plantas antes do sol? 
O texto não diz que a Terra estava em trevas absolutas até o quarto dia. Desde o primeiro dia já existia luz:

| “Haja luz” (Gn 1.3)

O Sol aparece no quarto dia não necessariamente como criação da luz em si, mas como estabelecimento dos “luzeiros” para governarem os ciclos do tempo:

| “para sinais, estações, dias e anos” (Gn 1.14)

Ou seja, a luz já existia antes; no quarto dia Deus organiza os astros como reguladores do tempo terrestre.

Além disso, o texto bíblico não está preocupado em explicar processos bioquímicos modernos como fotossíntese. Ele descreve a criação do ponto de vista fenomenológico (como o homem percebe a realidade).

Outro detalhe importante: se Deus é capaz de criar a própria vida, certamente não estaria limitado ao funcionamento natural atual do universo durante os primeiros atos da criação. O milagre da criação precede as leis naturais como hoje as conhecemos.

🤷🏻‍♂️ (2) Se no terceiro dia já tinha ervas, plantas, etc.. (Gn 1.11-13), como no sexto dia, na criação do homem, Gn 2.5 diz que não havia ervas e tal, porque não havia chuva nem homem para lavrar a terra.. Ué, mas tudo isso não tinha sido criado no terceiro dia? Como que no sexto não havia nada disso por causa da ausência de chuva e do homem?

Minha resposta:

👨🏻‍🏫 (2) “Como Gn 2.5 diz que não havia ervas?”

Essa é uma das objeções mais comuns, mas ela depende de ignorar o tipo específico de vegetação mencionado em Gn 2.5.

O texto hebraico não fala genericamente de toda vegetação da Terra. Ele distingue tipos específicos ligados ao cultivo humano.

Em Gn 1.11 temos a vegetação criada em geral.

Já Gn 2.5 diz:

| “ainda nenhuma planta do campo havia brotado…”
A expressão “planta do campo” e “erva do campo” está relacionada à vegetação agrícola, cultivável, dependente do trabalho humano.

O próprio texto explica:

|“porque o SENHOR Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar o solo.”
Ou seja:

Gn 1 fala da criação geral da vegetação.

Gn 2 fala da agricultura humana no contexto do Éden.

Não existe contradição; são assuntos diferentes.

Inclusive, depois da queda, a mesma expressão aparece ligada ao cultivo humano:

| “comerás a erva do campo” (Gn 3.18)
Isso mostra que o contexto é agrícola.


🤷🏻‍♂️ (3) Como poderia haver ''tarde e manhã'' nos 3 primeiros dias, se eram o sol e a lua responsáveis por essa contagem do dia (Gn 1.14-16)? Como poderia existir tarde e manhã sem existir o sol para fazer essa contagem?

Minha resposta:

👨🏻‍🏫 (3) “Como havia tarde e manhã sem o Sol?”


Resposta:

A objeção parte da ideia moderna de que “dia” só pode existir com o Sol visível.

Mas, no texto bíblico, a sequência de luz e trevas já existia desde o primeiro dia:

|“Deus separou a luz das trevas” (Gn 1.4)
Assim, “tarde e manhã” indicam alternância entre período iluminado e período escuro, mesmo antes da designação formal dos luzeiros celestes no quarto dia.

Além disso, o Sol não cria o tempo, ele apenas o marca para nós.

Mesmo hoje, tecnicamente, um “dia” é definido pela rotação da Terra, não pela existência do Sol em si.

O texto bíblico está mostrando ordem progressiva:

1. Primeiro: luz e trevas.

2. Depois: os corpos celestes para governarem e sinalizarem os ciclos.

Portanto, o quarto dia não cria o conceito de dia e noite; apenas estabelece os governantes desses ciclos.

Outro ponto importante é que muitas dificuldades surgem ao tentar ler Gênesis como se fosse um tratado científico moderno. O objetivo principal do texto é teológico:

Deus criou todas as coisas e a narração de Gênesis é para a realidade do tempo em que foi escrito até os nossos dias:

  • a criação possui ordem;
  • o homem não surgiu por acaso;
  • os astros não são deuses (como era crença comum na época em que foi escrito); 
  • tudo depende do Criador.

O texto foi escrito numa época em que povos vizinhos adoravam o Sol, a Lua e as estrelas. Gênesis desmonta isso mostrando que os astros são apenas “luzeiros” criados por Deus.

*           *           *

Primeira réplica

Depois que eu postei esse texto, o cabra me marcou e escreveu:

🤷🏻‍♂️ Não vou discutir com IA né?
Se quiser, a gente debate com argumento ponto a ponto. Esse negócio de copiar e colar, é de quem não domina o assunto para debater.


Eu respondi:

👨🏻‍🏫 A "inteligência artificial" que eu uso é a que está no teclado do meu celular: eu falo e ele digita, depois formato o texto colocando:
  • Pontos. 
  • vírgulas,
  • negrito,
  • itálicos, etc.
________________________


E o debate continuou intercalado.

O que o opositor já deveria saber (pois faz parte de alguns grupos de estudos que eu participo) é que eu componho textos de estudos e refutações e os posto em vários grupos. E faço isso há anos, onde formato, inclusive com tópicos, antes mesmo de haver "inteligência artificial" à disposição de qualquer um.

Mais tarde escrevi:

👨🏻‍🏫 A maioria dos ateus que gostam de um debate, e também alguns que se dizem cristãos, mas ficam procurando "contradições" na Bíblia, dizem haver contradição entre Gênesis 1 e 2 sobre a criação do homem e da mulher.

O que estes não entendem (ou não querem entender) é que não há contradição entre Gênesis 1 e 2, não somente sobre o assunto descrito acima, mas também sobre a criação do homem.

Em Gênesis 1:26-31, principalmente nos versos 26 e 27, temos uma descrição resumida da criação do homem e da mulher. Depois, em Gênesis 2:7, vemos a formação do homem (Adam) do pó da terra (adamah), e somente mais adiante, nos versos 21 e 22, a formação da mulher.

Em Gênesis 1:26-31, principalmente nos versos 26 e 27, temos uma descrição resumida da criação do homem e da mulher. Depois, em Gênesis 2:7, vemos a formação do homem (Adam) do pó da terra (adamah), e somente mais adiante, nos versos 21 e 22, a formação da mulher.

Por causa disso, teólogos modernistas da chamada “alta crítica” alegam que esses capítulos teriam sido escritos por autores diferentes e desconhecidos. Eles chamam o suposto autor de Gênesis 1 de "S" ou “P” (fonte Sacerdotal — Priestly Source, este na língua inglesa, principalmente) e outras fontes sacerdotais que identifica como P1 e P2, e o tais escriba de Gênesis 2 de “J” (fonte Javista), por causa do uso do nome YHWH (Javé/SENHOR Deus).

Além dessas tais fontes, esses críticos, alegam que existiriam outras “fontes” (de escribas) espalhadas pela Torá: Eloísta (E), Deuteronomista (D), além de subdivisões como D1, D2, D3, etc., chegando ao ponto de afirmarem que até um único texto seria resultado da mistura de vários autores e editores ao longo dos séculos.

Eu mesmo tenho uma Bíblia católica (Bíblia - Mensagem de Deus, Edições Loyola), aliás, muitos boa na tradução, mas que identifica esse tipo de divisão redacional.

Na prática, transformam a Torá numa verdadeira “colcha de retalhos literária”, construída hipoteticamente por redatores anônimos.

Mas a explicação é muito mais simples e natural:

Gênesis 1 apresenta a criação de forma panorâmica e resumida;

Gênesis 2 volta ao sexto dia e detalha especificamente a criação do homem, da mulher e o ambiente do Éden.

Ou seja, Gênesis 1 descreve a criação do homem e da mulher de forma geral, enquanto Gênesis 2 explica detalhadamente como isso aconteceu. Simples.

A maioria dos ateus que gostam de um debate, e também alguns que se dizem cristãos, mas ficam procurando "contradições" na Bíblia, dizem haver contradição entre Gênesis 1 e 2 sobre a criação do homem e da mulher.

O que estes não entendem (ou nem querem entender) é que não há contradição entre Gênesis 1 e 2, não somente sobre o assunto descrito acima, mas também sobre a criação do homem.

O problema é que muitas dessas teorias são altamente subjetivas e frequentemente contraditórias entre os próprios estudiosos. Um crítico divide o texto de uma forma; outro já propõe divisões completamente diferentes. Não existe consenso real.

Além disso, diversidade de estilo, repetição, paralelismo, mudança de nomes divinos e recapitulações são características normais da literatura hebraica antiga, especialmente em textos teológicos e narrativos. Isso não prova múltiplos autores.

O uso de diferentes nomes de Deus, por exemplo, possui frequentemente função teológica e contextual:

Elohim enfatiza Deus como Criador universal e soberano;

YHWH (Javé/SENHOR) destaca Seu relacionamento pactual e pessoal com o homem.

Assim, Gênesis 1 usa predominantemente Elohim no contexto da criação cósmica, enquanto Gênesis 2 utiliza YHWH Elohim ao focalizar o homem e o Éden.

Muitos críticos partem do pressuposto filosófico de que profecia inspirada e revelação divina não existem. A partir dessa premissa naturalista, procuram explicar a Torá apenas como produto de evolução religiosa humana.

Por isso, o debate não é apenas literário ou histórico, mas também filosófico e teológico.

A cabra fez várias postagens explicando que a vegetação no terceiro dia não poderia ter brotado (negando o que está escrito que brotou) porque ainda não havia a luz do sol para que houvesse fotossíntese (pois sem esse escopo seria impossível), e, para justificar isso, ele escreveu:

🤷🏻‍♂️ (A) Deus fez uma criação ajustada, tudo que existe, todo ser que respira foi criado dentro de um escopo ajustado. Nada existe fora desse escopo. 
(B) se você tirar qualquer traço da criação ela acaba por completo. Não vai existir nada. 
Etc. 

Então eu respondi:

👨🏻‍🏫 Embora Deus tenha feito uma criação ajustada, onde tudo que existe, todo ser que respira e que foi criado dentro de um escopo ajustado e que, depois de morto, jamais volta à vida; mas quando Ele quis, vários voltaram a viver, mesmo um que, depois de quatro dias depois que morreu e já cheirando mal, voltou a viver porque o Senhor de toda a vida assim ordenou: "Lázaro, vem para fora!" ✍🏼


Ele fez a tréplica depois de concordar que se Deus quiser pode fazer um morto viver, mas que passará por todo processo natural: terá sangue nas veias circulando, respirará o oxigênio como todo mundo, etc., e depois ainda escreveu:

🤷🏻‍♂️ As plantas, ervas, sementes foram criadas no terceiro dia (Gn 1.11-13), mas não existiam nem mesmo no dia da criação do homem (Gn 2.5), pois precisava de chuva e o próprio homem. 

Os dias da criação parece ser um paralelismo dos assuntos da criação. 

Veja que o primeiro e o quarto dia, estão ligados à luz. 

O primeiro dia Deus cria a luz, e no quarto os luzeiros que transmitem luz.. 

Ou seja, parece mais uma narrativa paralela dividida em partes. 

O mesmo acontece no segundo e quinto dia, e também no terceiro e sexto dia.
Parece uma combinação.

Eu respondi:

👨🏻‍🏫 Mais um argumento fraco de quem não conhece inclusive a composição da luz. A luz é uma radiação eletromagnética composta por partículas energéticas chamadas fótons. Ou seja, Deus, em seu poder criou primeiramente essa radiação eletromagnética, os fótons, no primeiro dia. No quarto dia criou corpos celestes capazes de produzirem esse tipo de radiação. Simples (para Deus).

Depois de ele afirmar que sabia sobre a composição da luz e que não estava tratando disso, etc, eu escrevi:

Como eu disse, esse é um argumento fraco, de quem não conhece o poder de Deus e duvida do que está escrito na Bíblia, pois se Deus, que é o princípio de toda luz, estava no momento da criação e criou as ervas que já produziam sementes, mesmo sem a luz do sol para fazer a fotossíntese, assim também criou o homem já adulto sem precisar da fecundação de espermatozoide + óvulo.

Assim sendo, eu prefiro acreditar no que está escrito na Bíblia, do que em homens desviados da verdade bíblica.

Ele:

Você leu o que você escreveu? Parece que você fala as coisas de forma aleatória sem perceber as bizarrices que escreve.

Etc. 

Eu respondi finalizando:

👨🏻‍🏫 Eu escrevi pela tua conclusão bizarra, pois primeiro duvidaste da capacidade de Deus de fazer crescer as plantas no 3º dia sem a presença do sol que ainda nem havia sido criado. Agora algo mais bizarro esse paralelismo da criação da luz no primeiro dia com a criação dos luminares do 4º como se fosse uma mesma narrativa, mas dividida em partes, isso para sustentares que a vegetação criada no 3º dia já recebia a luz solar para fazer a fotossíntese como se Deus não tivesse capacidade de fazer isso sem a presença do sol, por isso tu negas a veracidade da sequência do que está escrito. 

Eu creio no que está escrito: 1º dia, a luz, 3º dia, Deus fez brotar a vegetação mesmo sem a presença do sol, e no 4º dia os luminares.

Mas vou parar por aqui, pois não vou ficar "chivendo no molhado". Shalom.


𝓛𝓾𝓲𝓼 𝓐𝓷𝓽𝓸𝓷𝓲𝓸𝓒𝓪𝓬𝓮𝓻𝓮𝓰𝓮 ܠܘܝܣ - לואיס - 𐤋𐤅𐤀𐤉𐤎 Ⲗⲟⲩⲓⲥ - Λουίς✍️

Manaus-AM, 15, 16 (Sexta e sábado) de Maio/2026.


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Em 𝕮𝖗𝖎𝖘𝖙𝖔: Luís Antônio Lima dos Remédios 

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Outros estudos já postados

01 — O Novo Testamento NÃO Foi Escrito em Hebraico e/ou Aramaico
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02 — O espiritismo segundo [alguns] “evangélicos”
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03 — Adultério do Coração
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04 — Santa Ceia: vinho ou suco de uva?
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05 — O Inferno
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06 — O Que a Bíblia Diz Sobre a Idolatria
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07 — Deuterocanônicos ou Apócrifos?
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08 — A divisão das horas do dia nos tempos bíblicos
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09 — O dia do Senhor: Sábado ou Domingo?
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10 — 30 Razões Porque Não Guardo o Sábado
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11 — Deus e deuses
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12 — O Nome JESUS
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13 — O Verbo era um deus?
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15 — Cruz ou estaca de tortura?
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16 — YHWH – Um Nome que será esquecido para sempre
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20 — PARAÍSO: HOJE ou UM DIA? (Lucas 23:43)
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28 — Qual o dia da morte de Jesus?
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29 — Os sabatistas e judaizantes “pira” — Parte 2
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30 — As Três Testemunhas da Aspersão
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31 — Os sabatistas e judaizantes “pira” — Parte 3
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32 — Matar e Assassinar em Hebraico
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33 — Memra/Davar nos Targuns Aramaicos — Parte 1
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34 — Memra/Davar nos Targuns Aramaicos — Parte 2
https://cacerege.blogspot.com/2022/11/memradavar-nos-targuns-aramaicos-2.html

35 — Memra/Davar nos Targuns Aramaicos — Parte 3
https://cacerege.blogspot.com/2026/05/memradavar-nos-targuns-aramaicos-3.html

36 — Casamento: Instituição Divina (Ideologia de Gênesis)
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37 — O Servo Sofredor de Isaías 53 na visão judaica, antiga e moderna
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38 — Chamar o arco celeste de “arco-íris” é reverenciar uma entidade pagã?
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39 — E todos os anjos de Deus o adorem
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40 — O Grande Deus e Salvador Jesus Cristo
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41 — Os Gigantes da Antiguidade
https://cacerege.blogspot.com/2024/09/os-gigantes-da-antiguidade.html

42 — A Síndrome da Serpente — Parte 1
https://cacerege.blogspot.com/2024/09/a-sindrome-da-serpente.html

43 — A Síndrome da Serpente — Parte 2
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/a-sindrome-da-serpente-2.html

44 — Textos Bíblicos Alterados — Deuteronômio 32:43
https://cacerege.blogspot.com/2025/04/textos-biblicos-alterados-hebreus-16.html

45 — Hebreus 1:6 e as falsas Testemunhas de Jeová (IA)
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/hebreus-16-e-as-falsas-testemunhas-de.html

46 — O Batismo Trinitário de Mateus 28:19
https://cacerege.blogspot.com/2025/06/o-batismo-trinitario-de-mateus-2819.html

47 — O Nome JESUS nos Idiomas Bíblicos
https://cacerege.blogspot.com/2025/06/o-nome-jesus-nos-idiomas-biblicos.html

48 — O Nome JESUS e os neojudaizantes
https://cacerege.blogspot.com/2025/06/o-nome-jesus-e-os-neojudaizantes.html

49 — A Verdadeira Origem da Árvore de Natal
https://cacerege.blogspot.com/2025/12/a-verdadeira-origem-da-arvore-de-natal.html

50 — Batismo: Mergulho ou Aspersão? — Parte 1 (Debate com o ChatGPT)
https://cacerege.blogspot.com/2026/02/debate-com-o-chatgpt-batismo-mergulho.html

51 — Batismo: Mergulho ou Aspersão? — Parte 2 (Debate com o ChatGPT)
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/debate-com-o-chatgpt-batismo-mergulho.html

52 — Batismo: Mergulho ou Aspersão? — Parte 3 (Debate com o ChatGPT)
https://cacerege.blogspot.com/2026/03/debate-com-o-chatgpt-batismo-mergulho_2.html

53 — Batismo: Mergulho ou Aspersão? — Parte 4 (Batismo Infantil) - ChatGPT 
https://cacerege.blogspot.com/2026/03/debate-com-o-chatgpt-batismo-mergulho_5.html

54 — O Tetragrama YHWH e sua relação com o siríaco Mar-Yah
https://cacerege.blogspot.com/2026/03/o-tetragrama-yhwh-e-o-siriaco-mar-yah.html

55 — O Lógos/Memra — A Palavra de Deus no Antigo Testamento
https://cacerege.blogspot.com/2026/03/o-logos-palavra-de-deus-no-antigo.html

56 — Nəshāmāh — O Sopro Divino da Vida no Hebraico Bíblico
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/nshamah-o-sopro-divino-da-vida-no.html

57 — Jesus teve origem na antiguidade?
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/jesus-nao-teve-origem-na-antiguidade.html

58 — O Dilúvio Universal confirmado em diversas culturas (IA)
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/o-diluvio-universal-confirmado-em.html

59 — Por que Jeorão morreu e não deixou saudades? (IA)
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/por-que-jeorao-morreu-e-nao-deixou.html

60 — A Bíblia Fala de Unicórnios?
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/a-biblia-fala-de-unicornios.html

61 — Tannin: Chacal, Serpente ou Monstro Marinho?
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/tannin-chacal-serpente-ou-monstro.html

62 — Tannin: Chacal, Serpente ou Monstro Marinho? (IA)
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/ia-tannin-chacal-serpente-ou-monstro.html

63 — Leviatã, o Monstro Marinho
https://cacerege.blogspot.com/2026/04/leviata-o-monstro-marinho.html

64- Satanás na Bíblia: origem, atuação e destino final

65- Resposta a algumas dúvidas sobre Satanás



👉🏼 Outros estudos postadas que não estão nesta lista, a partir do estudo de nº 70:




Obs.: É permitido a cópia para republicações, desde que cite o autor e as respectivas fontes principais e intermediária.



Luís - ܠܘܝܣ- לואיס - 𐤋𐤅𐤀𐤉𐤎 - Ⲗⲟⲩⲓⲥ - Λουίς✍🏼 


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