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terça-feira, 14 de abril de 2026

Por que Jeorão morreu e não deixou saudades?

Por que Jeorão morreu e não deixou saudades?


Eis o que a Bíblia fala a respeito de um rei que morreu e não deixou saudades:

“²⁰ Era ele da idade de trinta e dois anos quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém. E se foi sem deixar de si saudades; sepultaram-no na Cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis.” (2ª Crônicas 21:20 - ARAi+)


Após postar esse texto sobre a morte de Jeorão para a IA ChatGPT (mesmo sabendo da resposta, pois a causa se encontra nos versos anteriores), perfuntei:

Por que Jeorão não deixou saudades?

Resposta do ChatGPT :

Jeorão (ou Jorão), rei de Judá, “não deixou saudades” porque seu reinado foi marcado por apostasia, violência e grande sofrimento para o povo. O próprio contexto de 2Crônicas 21 explica isso claramente. Veja os principais motivos:


1. Assassinou seus próprios irmãos

Logo no início do reinado, Jeorão matou todos os seus irmãos — homens mais justos do que ele — para garantir o trono (2Cr 21:4).
Isso já revela um caráter cruel e inseguro.


2. Levou Judá à idolatria

Ele abandonou o caminho do Senhor e passou a seguir os reis de Israel, especialmente a casa de Acabe (pois casou-se com a filha de Acabe).

“Fez altos nos montes de Judá e levou os moradores de Jerusalém à prostituição...” (2Cr 21:11)

Ou seja, promoveu idolatria ativa e desviou o povo.


3. Recebeu uma dura repreensão profética

O profeta Elias enviou-lhe uma carta anunciando juízo divino (2Cr 21:12–15), algo raro e extremamente sério.


4. Trouxe juízo sobre a nação

Por causa de seus pecados:

  • Filisteus e árabes invadiram Judá
  • Sua própria família foi levada cativa
  • Seus filhos foram mortos, restando apenas um

Seu governo trouxe instabilidade, dor e humilhação nacional.


5. Morreu de forma terrível e sem honra

Deus o feriu com uma doença grave nos intestinos, que durou anos (2Cr 21:18–19).
Sua morte foi sofrida e humilhante.


6. Não recebeu honras reais

O texto enfatiza:

  • “foi-se sem deixar saudades”
  • não houve queima de especiarias (honra comum aos reis)
  • não foi sepultado nos sepulcros reais

Ou seja, nem o povo nem a elite lamentaram sua morte.


✔️ Conclusão

Jeorão não deixou saudades porque seu reinado foi desastroso espiritualmente, moralmente e politicamente. Ele:

  • traiu a herança de Davi
  • destruiu sua própria família
  • afastou o povo de Deus
  • trouxe sofrimento à nação

Assim, sua morte não foi vista como perda, mas como alívio.


Se quiser, ↪️ ⁠posso comparar Jeorão com outros reis de Judá que também tiveram finais desonrosos — há um padrão interessante no texto bíblico.

👨🏼‍🦳 Eu: Sim, gostaria de ver isso 

❇️ ChatGPT :

Ótimo — há, de fato, um padrão recorrente nos livros de Crônicas e Reis: quando o rei abandona o Senhor, oprime o povo e despreza a correção, seu fim tende a ser desonroso, sem lamento e sem honra funerária.

Vou te mostrar alguns casos lado a lado com Jeorão para você perceber esse padrão com clareza:


📜 Reis de Judá com finais desonrosos

1. Jeorão (padrão-base)

  • Reinou: 8 anos
  • Pecados: idolatria, assassinato dos irmãos, corrupção espiritual
  • Juízo: doença terrível
  • Final:

    “foi-se sem deixar saudades” (2Cr 21:20)

  • Sepultamento: sem honra real

👉 É o modelo mais explícito de rejeição popular.


2. Joás (2Crônicas 24)

O que aconteceu:

  • Começou bem sob o sacerdote Joiada
  • Depois se corrompeu
  • Mandou matar o profeta Zacarias (filho de Joiada!)

Consequência:

  • Foi ferido em batalha
  • Seus próprios servos conspiraram contra ele

Final:

  • Assassinado na cama
  • Não foi sepultado nos sepulcros dos reis (2Cr 24:25)

👉 Padrão: rejeitou a correção → morreu traído → perdeu honra.


3. Amazias (2Crônicas 25)

O que aconteceu:

  • Começou fazendo o que era reto (mas “não de coração íntegro”)
  • Após vitória, passou a adorar deuses pagãos (!)

Consequência:

  • Deus o entregou à derrota
  • O povo perdeu confiança nele

Final:

  • Houve conspiração
  • Fugiu, mas foi morto

👉 Padrão: orgulho + idolatria → conspiração → morte vergonhosa.


4. Acaz (2Crônicas 28)

O que aconteceu:

  • Um dos piores reis
  • Idolatria extrema (inclusive sacrifício de filhos)

Consequência:

  • Derrotas militares humilhantes
  • Judá saqueada repetidamente

Final:

  • Morreu sem honra

“não o levaram aos sepulcros dos reis de Israel” (2Cr 28:27)

👉 Padrão: perversidade contínua → morte sem dignidade.


5. Manassés (caso diferente – 2Crônicas 33)

O que aconteceu:

  • Extremamente perverso no início
  • Idolatria, violência, corrupção

Mas algo muda:

  • Foi levado cativo para a Babilônia
  • Se humilhou profundamente

Resultado:

  • Deus o restaurou

Final:

  • Foi sepultado com honra (em sua casa)

👉 Aqui vemos uma exceção importante: arrependimento muda o final.


📊 O padrão bíblico

Podemos resumir assim:

❌ Caminho de queda:

  • Idolatria
  • Violência / injustiça
  • Rejeição da Palavra profética
  • Orgulho

➡ Resultado:

  • Conspiração
  • Doença ou juízo
  • Morte vergonhosa
  • Falta de honra
  • Esquecimento (sem saudades)

✅ Caminho de restauração (exceção):

  • Humilhação
  • Arrependimento real

➡ Resultado:

  • Misericórdia de Deus
  • Restauração parcial
  • Final digno

🔎 Insight teológico importante

O texto bíblico mostra que o legado de um líder não é medido pelo tempo de reinado, mas pela fidelidade a Deus.

Jeorão reinou como rei legítimo, filho de Josafá — um homem piedoso —, mas escolheu outro caminho.

👉 Resultado:
não deixou saudades, porque viveu contra aquilo que deveria proteger.


Se quiser, posso organizar isso em formato de artigo para blog, com títulos fortes e aplicação espiritual — no seu estilo de escrita.


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Outros estudos já postados:


01- O Novo Testamento NÃO Foi Escrito em Hebraico e/ou Aramaico

02- O espiritismo segundo [alguns] “evangélicos”

03- Adultério do Coração

04- Santa Ceia: vinho ou suco de uva?

05- O Inferno

06- O Que a Bíblia Diz Sobre a Idolatria

07- Deuterocanônicos ou Apócrifos?

08- A divisão das horas do dia nos tempos bíblicos

09- O dia do Senhor: Sábado ou Domingo?

10- 30 Razões Porque Não Guardo o Sábado

11- Deus e deuses

12- O Nome JESUS

13- O Verbo era um deus?

14- A Divindade de Cristo negada entre colchetes

15- Cruz ou estaca de tortura?

16- YHWH – Um Nome que será esquecido para sempre

17- Alma, corpo e espírito

18- A Peshitta confirma o Novo Testamento grego – 01- CAMELO ou CORDA?

19- A Peshitta confirma o Novo Testamento grego – 02- LEPROSO ou FAZEDOR DE JARROS?

20- PARAÍSO: HOJE ou UM DIA? (Lucas 23:43)

21- Adultério Virtual

22- KeNUMÁ e os modalistas nazarenos

23- A Virgem Que Concebeu

24- A História do Universo (O Livro de Melquisedeque)

25- O Tetragrama na Septuaginta Grega (LXX)

26- Os sabatistas e judaizantes "pira" - parte 1

27- A transição da escrita Páleo-hebraica para a Aramaica-assíria nas Escrituras

28- Qual o dia da morte de Jesus?

29- Os sabatistas e judaizantes "pira" - parte 2

30- As Três Testemunhas da Aspersão

31- Os sabatistas e judaizantes "pira" - parte 2

32- Matar e Assassinar em Hebraico

33- Memra/Davar nos Targuns Aramaicos – parte-1

34- Memra/Davar nos Targuns Aramaicos – parte-2

35- Casamento: Instituição Divina (Ideologia de Gênesis) 

36- O Servo Sofredor de Isaías 53 na visão judaica, antiga e moderna

37- Chamar o arco celeste de ARCO-ÍRIS é reverenciar uma entidade pagã?

38- E todos os anjos de Deus o ADOREM

39- O Grande Deus e Salvador Jesus Cristo

40- Os Gigantes da Antiguidade
 
41- A Síndrome da Serpente 

42- Textos Bíblicos Alterados - Hebreus 1:6

43- O Batismo Trinitário de Mateus 28:19 

44- O Nome JESUS nos Idiomas Bíblicos

45- O Nome JESUS e os neojudaizantes

46- A Verdadeira Origem da Árvore de Natal 

47- Debate com o ChatGPT - Batismo: Mergulho ou Aspersão? 1ª Parte

48- Debate com o ChatGPT - Batismo: Mergulho ou Aspersão? - 2ª Parte

49- Debate com o ChatGPT - Batismo: Mergulho ou Aspersão? - 3ª Parte - Batismo Infantil 

50- O Tetragrama YHWH e a sua relação com o Siríaco Mar-Yah

51- O Lógos/Memra - A Palavra de Deus no Antigo Testamento 

52- Nəshāmāh — O Sopro Divino da Vida no Hebraico Bíblico


54- O Diluvio Universal confirmado em diversas culturas ao redor do mundo

55- Por que Jeorão morreu e não deixou saudades?


Obs.: É permitido a cópia para republicações, desde que cite o autor e as respectivas fontes principais e intermediária.



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O Diluvio Universal confirmado em diversas culturas ao redor do mundo

Mais de 300 culturas ao redor do mundo confirmam o relato do Dilúvio, aponta cientista

O apologista cristão e cientista Ken Ham, fundador da organização Answers in Genesis (Respostas no Gênesis, em português) e criador do parque temático Ark Encounter, afirmou em publicação no X (antigo Twitter) que existem mais de 300 relatos em todo o mundo sobre o mesmo evento histórico: um grande dilúvio global.

Segundo ele, essas histórias – embora diferentes em detalhes – mantêm a mesma estrutura básica e confirmam a veracidade do relato bíblico de Gênesis 6–9.

“A memória do Dilúvio global dos dias de Noé permanece viva em culturas ao redor do mundo, mas o relato verdadeiro, perfeito em todos os detalhes, pode ser encontrado na Palavra de Deus”, escreveu Ham.

“Então, por que centenas de culturas diferentes possuem lendas sobre um grande Dilúvio com elementos semelhantes ao relato bíblico?”, questiona o cientista.

Ham relaciona a origem dessas lendas à dispersão das famílias descendentes de Noé após o Dilúvio.

Segundo ele, “todos nós descendemos dessas oito pessoas que sobreviveram a bordo da Arca. Quando Deus confundiu as línguas e os povos se espalharam, cada grupo levou consigo a lembrança desse evento.”

Fonte: Guia-me https://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/mais-de-300-culturas-ao-redor-do-mundo-confirmam-o-relato-do-diluvio-aponta-cientista.html

Atualizado: segunda-feira, 27 de outubro de 2025 às 11:41 



Minha pergunta ao Google, modo IA:

Quais as histórias sobre o dilúvio ao redor do mundo? 

Resposta:

✳️ Histórias sobre um grande dilúvio são encontradas em centenas de culturas ao redor do mundo, muitas vezes compartilhando temas como a punição divina, a sobrevivência de poucos escolhidos e a reconstrução da humanidade. Estima-se que existam mais de 300 variações dessa narrativa. [1, 2, 3, 4, 5]
Abaixo estão as versões mais conhecidas organizadas por região:

Mesopotâmia e Oriente Médio

  • Gênesis (Bíblico): Deus envia o dilúvio para limpar a terra da corrupção e maldade humana. Noé é instruído a construir uma arca para salvar sua família e um par de cada espécie de animal. 
  • Epopeia de Gilgamesh (Suméria/Babilônia): Esta é uma das narrativas mais antigas conhecidas. O herói Utnapishtim é avisado pelo deus Ea sobre uma inundação que destruiria a humanidade porque os homens eram "barulhentos". Ele constrói um barco cúbico para salvar sua família, artesãos e animais.
  • Atrahasis (Acádio): Semelhante à de Gilgamesh, o herói Atrahasis constrói uma embarcação após ser avisado pelo deus Enki sobre o plano de Enlil de erradicar os humanos através de uma inundação. [3, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13]

Ásia

  • Mito de Manu (Hindu): O primeiro homem, Manu, salva um pequeno peixe que cresce e revela ser o deus Vishnu. O peixe avisa Manu sobre o dilúvio e o guia amarrando seu barco ao seu chifre até o topo de uma montanha.
  • Gun-Yu (China): Ao contrário de outras histórias de punição, o mito chinês foca no esforço heroico de Gun e seu filho Yu para controlar as águas através de canais e engenharia. Em outras versões, a deusa Nuwa repara os céus para conter as águas. [6, 14, 15, 16, 17]

Américas

  • Astecas (México): O casal Tata e Nena sobrevive ao dilúvio (causado pela deusa Chalchiuhtlicue) refugiando-se dentro de um tronco de cipreste.
  • Maias (América Central): No Popol Vuh, os deuses provocam uma inundação com uma resina pesada para destruir os "homens de madeira" que não tinham alma nem memória de seus criadores.
  • Tupinambás (Brasil): Acreditavam em dois dilúvios; no segundo, o nível dos rios subiu tanto que apenas alguns humanos sobreviveram escalando coqueiros elevados.
  • Incas (Peru): O deus Viracocha enviou um dilúvio de 60 dias para destruir gigantes que ele havia criado, mas que se tornaram desobedientes. [2, 15, 18, 19, 20, 21, 22]

Europa

  • Deucalião e Pirra (Grécia): Zeus decide destruir a humanidade da Idade do Bronze com uma inundação. Deucalião (filho de Prometeu) e sua esposa Pirra sobrevivem em um baú e, ao final, repovoam a Terra atirando pedras (os "ossos da mãe terra") para trás. [6, 23, 24]

Oceania e Outros

  • Aborígenes (Austrália): Uma lenda comum conta sobre um sapo gigante que bebeu toda a água do mundo e depois a liberou de uma só vez ao ser feito rir, causando uma inundação global.
  • Havaí: O herói Nu-u construiu uma grande canoa com uma casa em cima para sobreviver a um dilúvio que cobriu toda a terra, salvando sua família e animais. [2, 18, 25]

 

UTNAPISHTIM, O NOÉ BABILÔNICO

Minha pergunta ao Google (Versão IA):

Qual a semelhança entre Xisutro (Xisutris) e Utnapishtim?

Resposta:

❇️ A principal semelhança entre Shisutro (também grafado como Xisutros ou Xisuthros) e Utnapistim é queambos são os heróis sobreviventes do Dilúvio Universal nas tradições da Mesopotâmia. Eles representam a mesma figura mítica em diferentes períodos e línguas:

  • Identidade Mística: Ambos foram escolhidos pelos deuses (geralmente Enki/Ea) para construir uma arca, salvar suas famílias e a semente de todos os seres vivos de uma inundação catastrófica enviada para destruir a humanidade.
  • Imortalidade: Como recompensa por terem preservado a vida, ambos receberam dos deuses o dom da imortalidade e foram levados para viver eternamente na "foz dos rios" ou em um paraíso distante.
  • Variação de Nome:
    • Utnapistim é o nome do herói na versão acadiana/babilônica padrão, célebre por sua aparição na Epopeia de Gilgamesh.
    • Shisutro (Xisuthros) é a forma helenizada (grega) do nome sumério Ziusudra. Esse nome aparece nos escritos de Beroso, um sacerdote babilônico que escreveu em grego no século III a.C.
Em resumo, eles são o "Noé mesopotâmico": Ziusudra é o nome original sumério, Utnapistim é a versão babilônica e Shisutro é a adaptação desse nome para a literatura grega posterior.

domingo, 12 de abril de 2026

Jesus não teve origem na antiguidade


Jesus teve origem na antiguidade?

Há alguns anos, debatendo pessoalmente com um rapaz que, na época, era uma das [falsas] testemunhas de Jeová (pela graça de Deus não é mais 🙌🏼), utilizei diversos textos bíblicos como argumento da divindade e eternidade do Senhor Jesus.

Entre eles, destaquei Miqueias 5:2:

“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.”
(Mq. 5:2 — ARAi+)

   



A alegação: “Jesus teve origem na antiguidade”

Ele, então, me respondeu que a Tradução do Novo Mundo (bíblia particular das Testemunhas de Jeová) “explicava melhor” o texto, e me mostrou:
“E você, ó Belém Efrata, pequena demais para estar entre os milhares de Judá, de você me sairá aquele que será governante em Israel, cuja origem vem dos tempos antigos, dos dias da antiguidade.”
(destaque acrescentado)

A partir disso, afirmou que:
  • Jesus teria tido origem na antiguidade,
  • sendo, portanto, um ser criado por Jeová,
  • e que até os credos cristãos antigos sustentariam essa ideia na expressão: “gerado antes dos tempos”.

Um problema recorrente de tradução

Esse é apenas um entre muitos exemplos (entre centenas) em que a bíblia particular dos TJs, chamada de Tradução do Novo Mundo, apresenta escolhas de tradução — e, na maioria dos casos, alterações — que refletem sua interpretação doutrinária particular.
Em diversos textos, essas opções acabam se afastando do sentido mais amplo do hebraico e do grego bíblicos, especialmente em passagens que tratam da natureza divina e eternidade de Jesus Cristo.
Por isso, é essencial comparar traduções e, sempre que possível, examinar os termos originais, evitando interpretações que minimizem verdades centrais das Escrituras.


O termo hebraico: “origem” ou “saídas”?

Mostrei então ao meu amigo que o termo hebraico traduzido como “origem” em Miqueias 5:2 possui tambem o sentido de “saídas”, conforme traduções como a Almeida Revista e Corrigida e a Almeida Corrigida Fiel: 

“E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.”
(Mq 5:2 — ACF)

Isso muda significativamente a compreensão do texto.


“Origem” não significa começo

Mesmo quando traduzido como “origens”, o termo não indica começo, mas sim procedência.

Ou seja:

👉 O texto não ensina que Jesus começou a existir,
👉 mas que Ele vem da eternidade.

Isso aponta para uma verdade fundamental:

Jesus já existia na eternidade (sem princípio e sem fim), mas se manifestou no tempo ao se encarnar.


O peso da palavra עוֹלָם (ʿolam)

A palavra hebraica עוֹלָם (ʿolam), usada em Miqueias 5:2, é a mesma empregada para descrever o próprio Deus como eterno:

“E plantou um bosque em Berseba, e invocou lá o nome do Senhor, o Deus eterno (El Olam).”
(Gênesis 21:33)

Portanto, não se trata de “antiguidade limitada”, mas de:

👉 eternidade absoluta


Outra expressão paralela: אֱלֹהֵי קֶדֶם (Elohê qédem)

Há ainda uma expressão semelhante:

“O Deus eterno (Elohê qédem) é a tua habitação...”
(Deuteronômio 33:27)

E, em Miqueias 5:2, temos:

מִקֶּדֶם מִימֵי עוֹלָם
(miqqédem mimê ʿolam)
= “desde os dias da eternidade”


O significado de קֶדֶם (qédem)

A palavra קֶדֶם (qédem) pode significar:

  • “antiguidade remota”
  • “tempo imemorial”
  • “desde sempre”
  • até mesmo “eternidade passada”, dependendo do contexto

No hebraico bíblico, esses termos frequentemente apontam para algo:

fora das limitações do tempo humano


Textos que confirmam esse uso

Isso fica evidente em diversas passagens:

1. Deus como eterno (ʿolam)

👉 A palavra עוֹלָם (ᶜolam) é usada para o próprio Deus, indicando eternidade absoluta, não algo que teve começo:

“Antes que os montes nascessem... de eternidade a eternidade (מֵעוֹלָם עַד־עוֹלָֽם = mēᶜolām ᶜad-ᶜōlām) tu és Deus.” (Salmo 90:2)

👉 Aqui, ᶜolam não pode significar algo criado.


2. Deus descrito com qédem

Já a expressão קֶדֶם (qédem) pode significar não apenas “antigamente”, mas também:

desde sempre”, “tempo imemorial”, ou até “eternidade passada”.

Isso aparece claramente em textos onde não pode significar algo criado, como: 

“Tu és desde a eternidade (miqqédem), Senhor meu Deus...”
(Habacuque 1:12)

👉 O mesmo termo usado em Miqueias 5:2 descreve o próprio Deus como ETERNO.


Conclusão: o que Miqueias 5:2 realmente ensina

Portanto:

  •  5:2 não ensina que o Messias foi criado
  • O texto afirma que Ele vem da eternidade
  • Os termos hebraicos usados são os mesmos aplicados ao próprio Deus

Logo:

Jesus não teve origem no tempo — Ele é eterno.


Um complemento interessante

No sábado à noite, ao apresentar os argumentos desse meu amigo ex-TJ ao ChatGPT como se fosse uma dúvida pessoal, recebi um estudo exegético detalhado sobre Miqueias 5:2.

No domingo, após a Escola Dominical, ao compor o texto acima, retomei a conversa — e o ChatGPT confirmou integralmente os argumentos, além de contribuir com aprimoramentos.

 

🔗 A conversa pode ser acessada aqui:
https://chatgpt.com/share/69dbda3c-4d08-83e9-a9dc-4c2d81536d0f


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