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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Qual o dia da morte de Jesus?

Qual o dia em que o Senhor Jesus morreu?



A grande maioria das pessoas acredita que o Senhor Jesus morreu numa sexta-feira por causa da igreja romana que assim interpretou e alcunhou esse dia como “sexta-feira santa” ou sexta-feira da paixão”.

Mas isso aconteceu porque houve uma confusão entre as duas “parasceves”: o dia da “preparação do sábado” e o dia da “preparação da Páscoa”.

Assim sendo, a maioria entende que Ele morreu numa sexta-feira. Como vários textos bíblicos dizem que Ele ressuscitou ao terceiro dia, (Mt. 16:21; 17:23; 20:19; 27:63; Mc. 8:31; 10:34; Lc. 24:46; Jo. 2:19-21; At. 10:40; 1Co. 15:4) os que defendem essa tese contam a própria sexta-feira, suposto dia de Sua morte, o sábado, e o “terceiro dia”, Domingo da ressurreição.

Uma minoria entende que Ele morreu numa quarta-feira. Daí contam a quinta-feira, sexta-feira e o sábado à noite como tento ressuscitado e aparecido no primeiro dia da semana, ou seja, o nosso Domingo.
Mas essa tese também não se sustenta, pois, embora o primeiro dia da semana judaico comece no nosso sábado à noite, Marcos 16:9 nos diz que Ele ressuscitou “de manhã cedo no primeiro dia da semana.”

Agora, o porquê de o Senhor ter morrido numa quinta-feira:

O Senhor Jesus Cristo foi crucificado e morreu na quinta-feira que foi chamada de “dia da preparação” (grego: παρασκευή (PARASKEUÊ, “parasceve” - Mateus 27:62). Alguns confundem com a <preparação do shabat> (sábado – Marcos 15:42), mas a “parasceve” referida aí em Mateus, era a preparação de Pêssahh/Páscoa (παρασκευὴ τοῦ πάσχα – paraskeuên tu páskha), segundo João 19:14.

A Páscoa se deu na sexta-feira (por isso, "sábado" ou feriado). Foi nesse "sábado" que as mulheres foram ao sepulcro com os unguentos (Lucas 23:54). Note que houve dois SÁBADOS: um feriado da Páscoa, e o seguinte, o do “sétimo dia”:

“Era o dia da preparação (preparação da Páscoa), e começava o sábado (feriado pascal - Lucas 23:54). “As mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. “Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado (sétimo dia), descansaram, segundo o mandamento.” (Lucas 23:55-56).

Note que, quando amanheceu o primeiro sábado, (v. 54) as mulheres saíram de Jerusalém e caminharam para fora da cidade até o túmulo onde o corpo do Senhor havia sido colocado. Não foi o sábado do sétimo dia, pois era proibido que se saísse da cidade de Jerusalém no dia de sábado (Neemias 13:19) e nem que se fizesse obra alguma das suas portas para dentro. (Deut. 5:14)

Assim sendo as mulheres não poderiam sair de Jerusalém e fazer uma longa caminhada no sábado do sétimo dia. Logo foi no sábado pascal. Somente no sábado do sétimo dia que elas descansaram, segundo o mandamento.

Outra prova:

Mateus 27 - Quinta-feira dia da morte do Senhor Jesus:

59 E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo de linho
60 e o depositou no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou.
61 Achavam-se ali, sentadas em frente da sepultura, Maria Madalena e a outra Maria.

Sexta-feira:

62 - No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos,
63 - disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei.
64 - Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro.
(Mateus 27:59-64)

Compare com Lucas 23:

54 - Era o dia da preparação (QUINTA-FEIRA, MORTE DO CORDEIRO, ervas amargas, etc.), e começava o sábado (PÁSCOA, SEXTO DIA)
55 - As mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado.
56 - Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado (SÉTIMO DIA), descansaram, segundo o mandamento.
(Lucas 23:54-56)

Assim sendo, Jesus Cristo, nosso Cordeiro Pascal (1 Co. 5:7), em Sua morte, realmente passou “três dias e três noites no coração da terra,” (Mateus 12:40; Efésios 4:9) “morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito.” (1º Pedro 3:18).



Por: Luís Antônio Lima dos Remédios - Luís Cacerege - ܠܘܝܣ
luis-agape@hotmail.com
cacerege@gmail.com
Manaus - Amazonas - Brasil


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Outros estudos já postados:


01- O Novo Testamento NÃO Foi Escrito em Hebraico e/ou Aramaico

02- O espiritismo segundo [alguns] “evangélicos”

03- Adultério do Coração

04- Santa Ceia: vinho ou suco de uva?

05- O Dia do Senhor: Sábado ou Domingo?

06- O Que a Bíblia Diz Sobre a Idolatria

07- Deuterocanônicos ou Apócrifos?

08- A divisão das horas do dia nos tempos bíblicos

09- O Inferno

10- Deus e deuses

11- 30 Razões Porque Não Guardo o Sábado

12- O Nome JESUS

13- O Verbo era um deus?

14- A Divindade de Cristo negada entre colchetes


15- Cruz ou estaca de tortura?
http://cacerege.blogspot.com.br/2012/11/cruz-ou-estaca-de-tortura.html

16- YHWH – Um Nome que será esquecido para sempre

  

17- Alma, corpo e espírito

http://cacerege.blogspot.com.br/2014/10/alma-corpo-e-espirito.html

 

18- A Peshitta confirma o Novo Testamento grego – 01- CAMELO ou CORDA?

http://cacerege.blogspot.com/2015/03/camelo-peshitta-confirma-o-nt-grego.html

 

19- A Peshitta confirma o Novo Testamento grego – 02- LEPROSO ou FAZEDOR DE JARROS?

20- PARAÍSO: HOJE  ou  UM DIA?  (Lucas 23:43)

21- Adultério Virtual

22- KeNUMÁ e os modalistas nazarenos

23- A Virgem Que Concebeu

24- O Tetragrama na Septuaginta Grega (LXX)


25- Os sabatistas e judaizantes "pira" - parte 1


26- A transição da escrita Páleo-hebraica para a Aramaico-assíria nas Escrituras


27- Qual o dia da morte de Jesus?



Obs.: É permitido a copia para republicações, desde que cite o autor e as respectivas fontes principais e intermediárias.



Luís - ܠܘܝܣ - לואיס - Λουις



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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A transição da escrita Páleo-hebraica para a Aramaico-assíria nas Escrituras

A transição da escrita Páleo-hebraica para a escrita Aramaica-assíria nas Escrituras Sagradas do Antigo Testamento
Um breve resumo sobre a transição da escrita hebraica antiga (agora chamada de "Paleo-hebraica") para a escrita ashurith (assíria, mas agora chamada de "Hebraica").

 

Como todas as formas de alfabetos que foram aperfeiçoadas ao longo dos séculos, a escrita do oriente médio não fugiu à regra. Os fenícios, também conhecidos como “povos do mar”, hábeis navegadores e comerciantes, tiveram contato com diversos povos e, como eram inteligentes, assimilavam o que de melhor aprendiam destes povos, e muitas vezes aperfeiçoavam para o que achavam mais prático. Também conheceram diversas formas de escritas pictográficas, principalmente as egípcias e, com base nelas, por volta do ano 1200 a.C., aperfeiçoaram um forma de escrita mais prática e mais rápida de se escrever, ou seja, um alfabeto fonético contendo 22 caracteres consonantais, o chamado alap-bith (alef-beth = as duas primeiras letras do seu alfabeto). Os arameus, assírios, hebreus, dentre outros povos, assimilaram o alfabeto fenício com 22 letras, conservando seus nomes com adaptação na pronúncia, mas cada povo fez pequenas modificações nas letras que as identificavam como suas peculiares. A escrita aramaica/assíria foi aperfeiçoada ao longo dos séculos pelos escribas dos impérios da Mesopotâmia (Assíria e Babilônia) em um sistema de escrita compacto e disciplinado que pode conter muitas informações em uma página (como exigido por uma administração imperial), pois os caracteres da escrita primitiva não se encaixavam no mesmo modelo e tendiam a ser inclinados, em vez de orientados verticalmente, ocupava muito espaço, como podemos ver nessas figuras:


Contrastando com a escrita acima, a escrita assíria (ashurith) era bem mais prática, como podemos ver nesse exemplo do ano 515 a.C.:




Com a ida do Reino de Israel para o cativeiro assírio no ano 721 a.C. (2Reis 17,5-6) e do reino de Judá um pouco mais de um século depois para o cativeiro em Babilônia (2Reis 24 e 25), os judeus assimilaram a escrita assíria também usada em Babilônia nos setenta anos de cativeiro por ser o alfabeto assírio essencialmente o mesmo que o hebraico / cananeu (em termos dos nomes e funções das letras). Assim sendo, fazia sentido usar a escrita assíria para contar as histórias e as leis da Bíblia Hebraica proposta para a escrita por ser mais compacta e fácil de seguir numa linha reta. Muitos atribuem essa mudança a Esdras (Ezra), o escriba. Em termos modernos, você pode comparar a mudança de caracteres góticos para fontes serif como Times ou Garamond (gótico: ℭ = C, ℑ = I, ℜ = R, etc.).



No entanto, a decisão foi emocionalmente violenta, porque significava abandonar a escrita ancestral que serviu ao país por pelo menos mil anos. Então, para minimizar a decisão, ela foi enterrada em uma parte obscura do Talmud (o Tratado de Sanhedrin [san-hedrin = Sinédrio] - um dos dez tratados do Seder Neziqin, que lida com danos, isto é, processos civis e criminais), e à escrita assíria (agora utilizada pelos judeus) acabou sendo dado um nome mais neutro de ktav merubá (Escrita Quadrada), na esperança de que a troca4 acabasse sendo esquecida. E assim foi, pois a antiga escrita hebraica foi brevemente relançada para ser relegada a inscrições puramente cerimoniais – como em moedas ou para o santo nome de Deus em seletas passagens bíblicas em pergaminhos por seitas dissidentes como os essênios (que escreveram os Manuscritos do Mar Morto) - mas deixadas para desaparecer na obscuridade. Assim, no início da Era Comum, muito poucos judeus poderiam até lê-la e de fato a associavam aos samaritanos.” (Jonathan Orr-Stav em http://www.ancient-hebrew.org/alphabet_aramaic.html)

Os samaritanos até hoje utilizam o antigo alfabeto desde quando o Pentateuco foi recebido por Moisés, como podemos ver no exemplo abaixo:

 
O mais interessante que, no início, os soferim (escribas) judeus ao copiares os livros do Antigo Testamento com a "nova" escrita, onde se deparavam com o antigo nome de Deus, não o transcreviam para essa escrita pagã assíria, mas o deixavam em sua forma hebraica antiga (agora chamada de “paleo hebraica”), como podemos ver em muitos manuscritos achados em Qumran e no Egito. Veja alguns exemplos:


Resumindo, a maioria dos judeus e muitos judeólatras que chamam a atual escrita hebraica de q'doshah (santa), na verdade esta é uma escrita pagã assírio-aramaica que foi rebatizada de hebraica (hebraica quadrada). 


Mas foi um erro ou pecado essa mudança radical? Em minha opinião, de maneira nenhum, pois somente foram mudadas a forma das letras, mas o texto antigo e sua mensagem original continuaram as mesmas, com exceção de alguns manuscritos com variantes por erro de copistas posteriores.

Compare as duas formas de escritas: a antiga original e a atual.

Algumas fontes de pesquisa:




Por: Luís Antônio Lima dos Remédios - o Cacerege - ܠܘܝܣ
luis-agape@hotmail.com
cacerege@gmail.com
Manaus - Amazonas - Brasil


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Outros estudos já postados:


01- O Novo Testamento NÃO Foi Escrito em Hebraico e/ou Aramaico

02- O espiritismo segundo [alguns] “evangélicos”

03- Adultério do Coração

04- Santa Ceia: vinho ou suco de uva?

05- O Dia do Senhor: Sábado ou Domingo?

06- O Que a Bíblia Diz Sobre a Idolatria

07- Deuterocanônicos ou Apócrifos?

08- A divisão das horas do dia nos tempos bíblicos

09- O Inferno

10- Deus e deuses

11- 30 Razões Porque Não Guardo o Sábado

12- O Nome JESUS

13- O Verbo era um deus?

14- A Divindade de Cristo negada entre colchetes


15- Cruz ou estaca de tortura?
http://cacerege.blogspot.com.br/2012/11/cruz-ou-estaca-de-tortura.html

16- YHWH – Um Nome que será esquecido para sempre

  

17- Alma, corpo e espírito

http://cacerege.blogspot.com.br/2014/10/alma-corpo-e-espirito.html

 

18- A Peshitta confirma o Novo Testamento grego – 01- CAMELO ou CORDA?

http://cacerege.blogspot.com/2015/03/camelo-peshitta-confirma-o-nt-grego.html

 

19- A Peshitta confirma o Novo Testamento grego – 02- LEPROSO ou FAZEDOR DE JARROS?

20- PARAÍSO: HOJE  ou  UM DIA?  (Lucas 23:43)

21- Adultério Virtual

22- KeNUMÁ e os modalistas nazarenos

23- A Virgem Que Concebeu

24- O Tetragrama na Septuaginta Grega (LXX)


25- Os sabatistas e judaizantes "pira" - parte 1


26- A transição da escrita Páleo-hebraica para a Aramaico-assíria nas Escrituras


27- Qual o dia da morte de Jesus?



Obs.: É permitido a copia para republicações, desde que cite o autor e as respectivas fontes principais e intermediárias.



Luís - ܠܘܝܣ - לואיס - Λουις



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domingo, 22 de julho de 2018

Os sabatistas e judaizantes "pira" - parte 1


O sacerdócio mudou, a Lei caducou, a guarda do sábado foi abolida



Muitas seitas legalistas da atualidade ensinam que o sábado do sétimo dia ainda está em vigor na Nova Aliança (Novo Testamento). E esses legalistas têm arrebanhando muitos seguidores não somente perdidos no mundo, mas, e, principalmente, perdidos entre as igrejas históricas. São verdadeiros "pescadores de aquário", pois dão preferência em enganar os que se dizem evangélicos usando estudos ditos bíblicos gratuitos, mas permeados com suas heresias destruidoras que enganam os incautos e neófitos.

Iremos apresentar a seguir, figuras com textos (argumentos) que usamos em debates desde os tempos do extinto Orkut até agora com uma nova roupagem em grupos do Facebook. 
Algumas figuras parecem meio repetitivas, mas foram argumentos postados em debates, ou refutando argumentos sabatistas e judaizantes.



 כִּי בְּהִשְׁתַּנּוֹת הַכְּהוּנָּה צָרִיךְ שֶׁתִּשְׁתַּנֶּה גַּם־הַתּוֹרָה׃
 "Pois, com a mudança do sacerdócio, deve mudar também a Torá."   
(Hebreus 7:12 - Tradução para o hebraico por: Delitzsh, Franz Julius - 1624)


Ninguém mais obedece à Torá que manda apedrejar até à morte quem carrega peso num dia de sábado (Nm. 15:32-36), nem apedreja a feiticeiros e necromantes (Lv. 20:27), nem a adúlteros (Lv. 20:7) ou manda matar filhos rebeldes que amaldiçoam seus pais (Lv. 20:9), nem matam por apedrejamento filhos dissolutos e beberrões (Dt 21:18-21); ninguém faz mais os vários tipos de sacrifícios e oblações descritos nos mínimos detalhes na Torá, etc.

"Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra." (Romanos 7:6)

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Os judaizantes e sabatistas não conseguem entender que "...quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei (gr. Nomos; heb.: Torá)." - Hebreus 7:12

"Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente."
"Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus."  (Romanos 14:5-6)


*          *          * 

 Os sabatistas dizem que não há provas que Jesus transgredisse o IV mandamento... Lógico que não, pois como Ele iria transgredir a guarda de um dia que foi abolido como lei? Jesus Cristo é O SENHOR e, como Senhor, está acima de todas as coisas, inclusive do sábado (Marcos 2:28) e, por isso NÃO lhe está sujeito e nem os seus seguidores, pois seus discípulos debulharam espigas aos sábados (toda comida deveria ser preparada um dia antes, segundo a Torá) e ele os justificou (Núm.15:32-36; Marcos 2:23,24...ss), Ele mandou um ex-paralítico carregar sua cama num dia de sábado (o que, segundo a Torá, tal transgressão seria a pena de morte por apedrejamento (João 5:8-13). Além do mais, nem Eles e nem os apóstolos mandaram alguém guardar o sábado, muito pelo contrário. (João 5:16-18; Romanos 14:5,6; Colossenses 2:16-17, etc.)

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 Os sabatistas dizem que não há provas que Jesus transgredisse o IV mandamento... Lógico que não, pois como Ele iria transgredir a guarda de um dia que foi abolido como lei? Jesus Cristo é O SENHOR e, como Senhor, está acima de todas as coisas, inclusive do sábado (Marcos 2:28) e, por isso NÃO lhe está sujeito e nem os seus seguidores, pois seus discípulos debulharam espigas aos sábados (toda comida deveria ser preparada um dia antes, segundo a Torá) e ele os justificou (Núm.15:32-36; Marcos 2:23,24...ss), Ele mandou um ex-paralítico carregar sua cama num dia de sábado (o que, segundo a Torá, tal transgressão seria a pena de morte por apedrejamento (João 5:8-13). Além do mais, nem Eles e nem os apóstolos mandaram alguém guardar o sábado, muito pelo contrário. (João 5:16-18; Romanos 14:5,6; Colossenses 2:16-17, etc.)

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Os judaizantes e sabatistas negam que o Senhor Jesus violou o sábado várias vezes (permitiu e justificou os seus discípulos que prepararam sua comida no sábado, o que era transgressão da Torá - Lc. 16:1ss), e que essa violação foi somente na perspectiva dos religiosos. Não só na perspectiva dos religiosos judeus Jesus transgrediu o sábado, mas a conclusão também é do escritor sacro, João, pois este NÃO escreveu que os judeus achavam que Jesus violou o sábado (embora seja verdade), mas ele concluiu que "os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus." (João 5:16-18)

O texto está assim: "...procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado...", e NÃO: "...procuravam matá-lo, porque DIZIAM QUE ELE não somente violava o sábado..." A conclusão de João foi a mesma dos judeus religiosos. Deu para ver a diferença? 


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Estamos na Nova Aliança, Novo Testamento, onde o Eterno escreveu em nossa mente e coração as suas leis, mas TAMBÉM deixou sua vontade por escrito em um Novo Testamento e, nesse Testamento, embora haja suas leis morais, NÃO HÁ nenhum mandamento para que se observe ou seja guardado o sábado semanal e demais sábados prescritos na Antiga Aliança, muito pelo contrário, pois o Senhor Jesus disse que trabalhava no sábado, assim como seu Pai, e por isso sofreu ameaça de morte pelos sabatistas de sua época. (João 5:16-18). Também justificou seus discípulos por terem transgredido o sábado ao prepararem seus alimentos (Lucas 6:1), e até mandou um ex-paralítico carregar o seu leito num dia de sábado (João 5:5-11ss), o que, segundo a Torá, seria passivo de pena de morte por apedrejamento. (Números 15:32-36)
Também Paulo, o apóstolo dos gentios, JAMAIS os mandou guardar o sábado, muito pelo contrário, pois disse que os sábados eram sombra do que havia de vir (Colossenses 2:16-17) e até ficou decepcionado pelo gálatas guardarem dias, e meses, e tempos, e anos (Gal 4:10-11), orientou os cristãos romanos que poderiam guardar qualquer dia ou não guardar nenhum, desde que fosse para o Senhor (Rom. 14:5, 6), etc., pois anteriormente havia dito:

"Agora, porém, libertados da lei [Torá], estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra." (Romanos 7:6
 
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Os sabatistas e judaizantes insistem que devemos cumprir tudo que está escrito no Decálogo, pois, na Nova Aliança, este ainda está em vigor. MAS não é o DECÁLOGO que está em vigor, e sim, o ENEÁLOGO, pois dos Dez Mandamentos, ministério da morte, gravado com letras em pedras (2Co. 3:7), o sábado é o ÚNICO mandamento que não mais vigora e por isso, não há ordenança para guardá-lo no Novo Testamento e ninguém mais é condenado por não guardá-lo, como acontecia no Antigo Testamento (Êx. 31:15; 35:1-2; Núm. 15:32-36) que foi abolido por Cristo, pois Deus já havia predito que faria uma Nova Aliança, um Novo Testamento com o seu povo, pois Israel e Judá haviam anulado a Sua Aliança (Jer. 31:31ss) e até hoje a maioria destes está "cega":


"Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo abolido;
E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.
Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará." (2Co 3:14-16 - versão: Almeida "Revista e Corrigida")

O Senhor Jesus completou o décimo mandamento: "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros." (João 13:34)

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Os sabatistas e judaizantes se recusam a compreender que, a respeito da Lei do Antigo Testamento, Jesus veio:

a) Cumpri-la: "Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir." (Mateus 5:17);

b) Resgatar os que estavam sob ela: "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, "para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos." (Gálatas 4:4,5) Também: João 5:16-18; Romanos 15:8; Gálatas 2:14-17,  2ª Coríntios 3:14;

c) Aboli-la: [Cristo] "aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenança, para que dos dois criasse em si mesmo um novo homem, fazendo a paz" (Efésios 2:5); Ver também: Colossenses 2:14,16,17; 2Coríntios. 3:3-14; Hebreus 7:18,19;

d) Mudá-la: "pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei" (Hebreus 7:12ss);

e) Ele é o fim da lei: "Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê." (Romanos 10:4).
*          *          *

O Senhor Jesus disse que nenhum "i" ou "til" da lei passaria até que tudo se cumpra. Quando diz: "ATÉ QUE tudo se cumpra", quando se cumprir, os "is" e "tils" passariam, e, como vimos Jesus cumpriu toda a lei nos mínimos detalhes. Conf.: Mat. 5:17,18; Lucas 24:44; Ef. 2:5, etc.
Quando tudo se cumpriu, foi abolido, ficou sem validade legal. Foi por isso que Paulo escreveu que Cristo "aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz" (Efésios 2:15).
E:
"Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo abolido." (2 Coríntios 3:14 – Almeida-Revista e Corrigida)

Obs.: A conjunção temporal ἕως (heôs) em Mateus 5:18 ("nem um i ou um til jamais passará da Lei, ATÉ QUE (ἕως) tudo se cumpra" é a mesmo que aparece em Mat. 1:25 - "Contudo, não a conheceu, ATÉ QUE [enquanto] ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.", também nos versos 2:9, 13, 15; 5:26; 10:11, 23; 11:12, 13, 23, etc.
*          *          *

Disse o Senhor Jesus: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” (Mateus 5:17, 18)

1º. Jesus não veio revogar, mas cumprir a Lei e os Profetas e cumpriu:

 “A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lucas 24:44) Os “is” e os “tis” da Lei caíram!

Ele já havia dito: “A Lei e os Profetas vigoraram até João” (Lucas 16:16a)

2º. Sobre a Lei, Paulo disse: “Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.” (Romanos 7:12)

Mas logo em seguida ele declarou: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado” (Romanos 8:3).

Pois já havia dito: “Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.” (Romanos 7:6)


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O que foi violar os Mandamentos, segundo o Senhor Jesus

Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.”
“Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.” (Mateus 5:17-19)

Os sabatistas usam principalmente estas palavras do Senhor Jesus para ensinar que a guarda do sábado ainda é válida, pois tudo o que está escrito na Lei (Torá) devemos cumprir, inclusive e, principalmente, a guarda do sábado. Mas eles estão de acordo que os sacrifícios e ofertas de manjares descritas na Lei se cumpriu em Cristo e, por isso, não são válidos na Nova Aliança. Não se deve mais obedecer a Torá quando determina matar por apedrejamento quem carrega carga num dia de sábado, um filho rebelde, os adúlteros, etc.

E usam o verso 19 contra os violadores dos mandamentos. Mas acontece que o Senhor Jesus usou o pronome demonstrativo ESSES ao se referir não aos mandamentos descritos na Torá, mas aos que Eles tinha determinado logo antes nesse mesmo capítulo 5.
Por isso, ao ressuscitar disse que “convinha que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lucas 24:44) Como toda a Lei se cumpriu, os seus “is” e os seus “tis” caíram, e ela caducou! (Romanos 7:6). 


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Os sabatistas dividem os sábados em duas partes: 

(1) Sábado de descanso semanal que chamam de "sábado moral" por estar no singular, que é o "sábado do Senhor", um sinal entre Deus e seu povo, e (2) "sábados cerimoniais" (no plural) que foram abolidos e são sombras do que havia de vir.

Ora, qualquer ser inteligente, sem os óculos do legalismo sabatista irá entender que quando está escrito na Bíblia "sábados" (no plural, frise-se) se refere a todos os tipos de sábados, ou seja, os semanais, mensais, anuais e outros feriados. Os sabatistas, ao afirmarem que o sábado moral é um sinal entre Deus e seu povo e ao citarem textos como Êxodo 31:13 e Ezequiel 20:12, 13, 20, dão um "tiro em seu próprio pé", pois nestes textos e outros, o Eterno usa o plural "sábados" e não o singular. Veja:

"Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica." (Êxodo 31:13)

"Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica." (Ezequiel 20:12) Cessariam: Oséias 2:11 / Isaías 1:13; Colossenses 2:16,17. 


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Essa minha pequena argumentação abaixo foi baseada no que escreveu o irmão Luis Barreiros Barreirios em um debate sobre uma de minhas figuras: uma verdadeira revelação. Nunca havia pensado nisso antes, e nem soube que alguém escreveu ou falou a respeito.

O evangelista João escreveu sobre dois dos principais motivos dos líderes religiosos judaicos quererem armas ciladas com o objetivo de matar o Senhor Jesus:

"Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus." (João 5:18)

Mas por que o Senhor Jesus violava o sábado? (João 5:16-18)
1º. Por ser Senhor de tudo, inclusive do sábado (Marcos 2:28);
2º. Por ser Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Hebreus 6:20) e, conforme ele já havia dito antes, "aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa." (Mateus 12:5, 6). Os termos gregos usados para "violam o sábado": τὸ σάββατον βεβηλοῦσιν (tò sábbaton bebêlousin), onde βεβηλοῦσιν (bebêlousin) significa literalmente: profanam (At. 24:6; LXX: Sl. 74:7; Am. 2:7; Sf. 3:4).

Da mesma forma, nós os verdadeiros cristãos não guardamos o sábado que foi dado somente aos israelitas (Êx. 31:13), ainda mais por termos sido constituídos reino e sacerdotes. (1ª Pedro 2:9; Apocalipse 5:9-10)

"Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei." (Hebreus 7:12) 


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JESUS NÃO SOMENTE VIOLOU, MAS MANDOU VIOLAR O SÁBADO

Os sabatistas ensinam que o ato de Jesus mandar o ex-paralítico carregar seu leito num dia de sábado violaria apenas a tradição judaica e não a Torá. (João 5:8-12ss)

A resposta a eles: Errais, não conhecendo as Escrituras... (Mat. 22:29)
A proibição sobre carregar peso num dia de sábado é inicialmente da Torá, onde o Eterno determinou que quem assim o fizesse deveria ser imediatamente morto por apedrejamento, conforme Números 15:32-36. Ver também: Jeremias 17:21, 22; Neemias 13:19.
Após o paralítico, ter encontrado o Senhor Jesus no Templo, foi logo dizer aos judeus religiosos quem foi que o havia curado e mandado carregar o seu leito (João 5:14, 15), registra o evangelista João:

16 E os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas no sábado.
17 Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.
18 Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava (λύω - lyô = soltar; quebrantar; abolir; destruir) o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. (João 5:16-18) 


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Os judaizantes e sabatistas usam todo tipo de malabarismo bíblico para tentarem provar que a antiga Lei (Torá) ainda está em vigor na Nova Aliança!
Os sabatistas ensinam que essa expressão do apóstolo Paulo de que estamos "debaixo da lei de Cristo" significa que é a mesma Lei que foi promulgada no deserto! Para tentarem "provar" esse sofisma diabólico (como todos), usam essa passagem de Atos dos Apóstolos: "Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu as palavras de vida para no-las dar." (Atos 7:38). "E, como esse Anjo era Cristo, logo ainda estamos na lei de Cristo, ou seja, o Decálogo que inclui a guarda do sábado."

R= Estamos debaixo da lei de Cristo que está no Novo Testamento. A palavra grega "Christos" significa "Ungido". A Lei (Torá) foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador (Gal. 3:19) e não por Cristo, pois o Senhor Jesus somente se tornou Cristo, após a sua crisma (unção) com o Espírito Santo (Lc. 4:18). Paulo mesmo disse que queria "ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja [ele] debaixo da lei." (1Co 9:20). Notou? PAULO NÃO ESTAVA DEBAIXO DA LEI (TORÁ), MAS DA LEI DE CRISTO, nosso Novo e Eterno Sacerdote. "Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei (Torá)." Hebreus 7:12.





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Por: Luís Antônio Lima dos Remédios - o Cacerege - ܠܘܝܣ
luis-agape@hotmail.com
cacerege@gmail.com
Manaus - Amazonas - Brasil


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04- Santa Ceia: vinho ou suco de uva?

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16- YHWH – Um Nome que será esquecido para sempre

  

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24- O Tetragrama na Septuaginta Grega (LXX)


25- Os sabatistas e judaizantes "pira" - parte 1


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27- Qual o dia da morte de Jesus?



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Luís - ܠܘܝܣ - לואיס - Λουις



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